Prejuízo gerado pela Covid-19 no esporte só será revertido em 2022

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn

A pandemia causada pelo novo coronavírus arrastou para baixo a economia mundial, causando recessão e desemprego. Parte importante da indústria, o esporte, mais especificamente o futebol, já sente os efeitos negativos causados pela Covid-19.

Estudo realizado pela Associação Europeia de Clubes (ECA), apontou perda de 4 bilhões de euros nas temporadas 19/20 e 20/21. Isso sem contar a diminuição das receitas geradas pelas transferências de jogadores. Andrea Agnelli, presidente da Juventus e da ECA, prevê uma queda entre 20% e 30% nos valores envolvidos nas transações. “Muitos clubes estão com sua existência em risco”, ressaltou Agnelli, em assembleia virtual da entidade.

“As economias, quando muito, estão operando com 90% da operação do nível pré-pandemia. Uma atividade econômica no mínimo 10% menor. A retomada é uma coisa para 2022. Vale para o futebol e vale para todas as áreas da economia”, analisa o consultor de marketing Fernando Ferreira.

 

Prejuízo gerado pela Covid-19 no esporte só será revertido em 2022

 

O futebol é o carro-chefe do esporte, mas não será a única modalidade a sofrer os efeitos da pandemia. “O esporte profissional global perderá mais de US$ 15 bilhões pelos impactos da Covid-19. Isso representa 2% do que se movimenta com esporte no mundo”, afirma o consultor de marketing Amir Somoggi.

A KPMG projeta que os cinco principais campeonatos nacionais do mundo (Inglês, Espanhol, Alemão, Italiano e Francês), vão perder outros US$ 4,5 bilhões, somados.

A Uefa vai reembolsar as emissoras de TV em 575 milhões de euros, devido à interrupção da Liga dos Campeões e Liga Europa, provocada pela pandemia. “Quando o consumidor está na defensiva, os anunciantes também ficam na defensiva. Os direitos de transmissão vão ser impactados, como outras fontes de receita. Num mercado recessivo, esse tipo de redução é natural”, justifica Fernando Ferreira.

Entre as receitas afetadas pela Covid-19, estão o dinheiro proveniente da comercialização dos ingressos e de venda de produtos em dias de jogos, uma vez que as partidas ainda são disputadas sem a presença de público.

Levantamento da EY feito a pedido da CBF apontou que o futebol brasileiro correspondeu a 0,72% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2018. Foram 156 mil empregos gerados e os salários e encargos sociais ficaram em R$ 3,34 bilhões. “No Brasil, o futebol já anda acima do PIB, só que os clubes estão estruturalmente piores. Dependerá muito do comportamento das receitas de TV. Mas não vejo retomando antes da Europa”, finaliza Grafietti.

 

Texto original: Uol/Esporte

 


 

Leia mais:

Dirt 5: Construa sua própria arena off-road no Modo Playgrounds

Setembro Amarelo: precisamos falar de depressão no esporte

Tatra quer produzir caminhões off-road no Paraná

Deixe o seu comentário

Leia Mais

Inscreva-se na nossa Newsletter