Crianças voltam a praticar esportes e acabam com saudade em Juiz de Fora

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Após isolamento social por conta da Covid-19, garotada volta às modalidades esportivas aos poucos. Pais contam dificuldades para manter filhos ativos em casa

 

Crianças voltam a praticar esportes e acabam com saudade em Juiz de Fora
Foto: Valentina Vilela/Arquivo pessoal

 

A prática esportiva começa a se tornar paixão para uma pessoa desde a infância. No entanto, 2020 tem sido um ano de readaptações por conta da pandemia do novo coronavírus, e a garotada precisou se adequar ao chamado “novo normal”.

Depois de vários meses em casa, aos poucos as crianças retornam às quadras, piscinas, tatames, campos e outros lugares onde estavam acostumados a estar antes da pandemia. No Dia da Criança, o ge conta algumas histórias dos baixinhos, que estavam com saudades de voltar a fazer o que gostam, que é praticar esportes.

Arthur Cabral tem sete anos e nunca ficou tanto tempo longe do que gosta de fazer. E olha que ele faz bastante coisa. Arthur pratica tênis, futsal e taekwondo e afirma que a falta do que fazer em casa o deixou bastante desanimado no início.

Perguntado sobre qual dessas modalidades sentiu mais saudades, ele foi direto e mostrou que a distância dos amigos fez muita diferença na resposta.

— O que eu mais senti falta foi do taekwondo, porque a aula é no meu colégio, e eu sinto saudade dos meus amigos e da minha escola — contou.

Com as mudanças de protocolo, Arthur foi gradativamente retomando a rotina, com algumas adaptações. Para o menino, a volta aos esportes não foi importante apenas pela vontade de jogar bola ou lutar, mas também pela relação com o pai.

— Primeiro eu voltei para o futsal, foi muito legal. Eu estava achando que eu ia ficar fraco, mas quando voltei a fazer, eu voltei a ficar forte. Depois voltei para o tênis. Eu gosto de fazer esporte para jogar com meu pai e para ele ficar me assistindo também — explicou.

 

Crianças voltam a praticar esportes e acabam com saudade em Juiz de Fora
Retomada da prática esportiva aproximou ainda mais Arthur Cabral e Luiz Paulo Knop — Foto: Luiz Paulo Knop/Arquivo pessoal

 

Luiz Paulo Knop faz coro com o filho e se diz contente por poder estar ao lado dele na retomada da rotina esportiva. Mas nem tudo foi fácil durante este período. De acordo com Knop, havia muita insegurança no início, por não haver tantas informações sobre o vírus. Assim, ele criou algumas atividades para serem feitas em casa.

Ele conta que com o passar do tempo, porém, algumas alternativas foram necessárias para distrair Arthur e, ao mesmo tempo, mantê-lo seguro em relação à Covid-19.

— Aos poucos fui criando alternativas “seguras” nos fins de semana, como levá-lo a uma praça isolada, sem movimento, para andar de bicicleta ou correr um pouco. Nesse período ele passou a gostar de assistir esporte pela TV, o que ele fazia pouco. antes da parada. Virou fã de NBA, por exemplo, e toda hora pegava uma bola para brincar dentro de casa. Chegou a dormir com a bola um dia — comentou.

 

Crianças voltam a praticar esportes e acabam com saudade em Juiz de Fora
Valentina Vilela está com saudades de faturar medalhas na natação em Juiz de Fora — Foto: Valentina Vilela/Arquivo pessoal

 

Aos oito anos, Valentina Vilela faz balé, hip hop, ginástica artística, mas é apaixonada mesmo pela natação. Em meio às aulas on-line de dança, ela consegue se distrair, mas a verdadeira paixão está dentro das piscinas. Ela voltou a praticar natação no mês passado e diz que foi complicado ficar longe do esporte.

“Foi chato, porque fiquei longe dos meus amigos e sem fazer o que eu mais gosto. De todas as minhas atividades, senti mais falta da natação, porque eu nado todos os dias, e eu gosto muito de nadar. Estou com muita saudade de voltar às competições, para ganhar as minhas medalhas. No tempo livre aproveito para ficar com a família e jogar no celular”, declarou.
Para os pais, Aline e Josélio, o fato de Valentina não ter se adaptado às aulas on-line não surpreendeu, por ela ser bastante ativa. Desta forma, eles conversaram com os treinadores de natação e ginástica para que a filha pudesse ter aulas físicas presenciais em casa. Segundo Aline Vilela, a estratégia deu certo.

— Tem sido muito gratificante ver ela fazer o que gosta, mesmo com um pouco de medo, pois sabemos que não voltamos ao normal. Mas os treinadores fizeram todo um protocolo a ser seguido e isso nos levou a deixar retornar essa rotina — disse.

Enquanto tem gente que já voltou a praticar esportes, alguns atletas ainda esperam mais um pouco para retomar as atividades. É o caso de Guilherme Bazaga, de 12 anos.

 

Crianças voltam a praticar esportes e acabam com saudade em Juiz de Fora
Guilherme Bazaga treina no JF Celtics, mas segue em casa durante a pandemia em Juiz de Fora — Foto: Guilherme Bazaga/Arquivo pessoal

 

Ele treina basquete na equipe sub-13 do JF Celtics, mas está parado desde o início do ano em razão da pandemia. Com avós que fazem parte do grupo de risco, ele tem feito exercícios em casa para minimizar os impactos físicos e evita sair de casa.

Mesmo com a consciência tranquila por acreditar estar fazendo a coisa certa, ele afirma que o sentimento de ficar longe da bola laranja não é dos melhores.

— Foi muito ruim, era um ano em que mudei do sub-11 para o sub-13 e não deu para jogar direito. Tinha dia que a vontade de jogar apertava mais. A vontade de estar na quadra e ver os amigos — declarou.

A decisão de manter o isolamento social foi tomada após conversas com a família e foi apoiada por Carlos e Tania, pais de Guilherme. Através do videogame, dos jogos de tabuleiro e de uma cesta improvisada em casa, foi possível tornar a distância das quadras menos difícil.

Carlos, porém, entende que não é a mesma coisa e que o esporte faz falta. Mesmo assim, ele valoriza a opção feita junto com o filho em um momento como esses de pandemia.

— Ele vê os noticiários conosco sobre a pandemia, estamos levando a vida normal, mas com muito cuidado. O basquete também voltou com restrições, não há treino coletivo entre eles, que é o que eles mais gostam mesmo. Ele não fica forçando a barra para voltar. Eu vejo uma decisão bem consciente dele — finalizou.

 

Texto original: Globo Esporte

 


 

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